A menina de 13 anos foi expulsa de casa por estar grávida e, anos depois, retornou para chocar a todos.

Sofia sorriu ao vê-las.

“Margaret foi a pessoa mais incrível que já conheci. Sem ela, Anna e eu… não estaríamos aqui.” Anna saiu da área de confeitaria, curiosa.

“Esta é a Ba Margaret, mãe? Nunca a vi quando era jovem.”

“Sim, querida. Ela fez tanto por nós”, respondeu Sofia, acariciando os cabelos da filha.

De repente, a campainha tocou. Sofia olhou para cima… e congelou. Uma mulher idosa e frágil, com cabelos grisalhos e o rosto marcado por rugas, entrou. Seus olhos demonstravam cansaço e hesitação, mas também uma familiaridade inconfundível.

“Isabel…” Sofia sussurrou.

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A mulher assentiu, com os olhos marejados de lágrimas.

“Sim, Sofia. Sou eu… sua mãe.”

A atmosfera ficou pesada. Julia, percebendo a tensão, retirou-se discretamente. Anna olhou para a mãe e depois para a estranha, sem entender.

Sofia tentou se recompor; falou com mais frieza do que nunca:

“O que você está fazendo aqui? Depois de 13 anos, acha que pode simplesmente entrar?”

Isabel baixou a cabeça, com a voz rouca.

“Eu sei que não tenho esse direito. Mas não consigo mais viver com essa culpa. Vim pedir perdão.” “Perdão?” Sofia soltou uma risada amarga, com os olhos marejados. “Você me expulsou sem pensar duas vezes. Escolheu a honra da família em vez da sua filha. Agora acha que um simples ‘me desculpe’ resolve tudo?”

Anna puxou a mão da mãe, confusa.

“Mãe… o que foi? Quem é ela?”

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Sofia ficou em silêncio por um longo momento, cerrando os punhos.

“Anna… ela é sua avó.”

“Minha avó?” Anna olhou para Isabel. “É verdade?”

Isabel se ajoelhou, tomada pelo remorso.

“Sim, querida. Sou a mãe da sua mãe. E cometi erros terríveis. Abandonei-a quando ela mais precisava de mim. Mas não posso seguir em frente sem tentar me redimir.”

Anna deu um passo para trás e encarou a mãe.

“Mãe… por que ela te abandonou?”

“Eu explico, mas não agora”, disse Sofia, abraçando a filha.

Isabel sentou-se, tremendo.

“Não espero seu perdão imediato. Farei o que for preciso para reparar o erro.”

“Não é tão fácil”, disse Sofia, com a voz embargada pela dor. “Treze anos é muito tempo. Eu me reergui do zero. Você não estava lá quando eu precisei. Não sei se algo pode mudar isso.”

Julia colocou a mão no ombro de Sofia.

“Ela errou, sim. Mas às vezes perdoar não é para os outros, é para se libertar.”

Sofia olhou para Julia e depois para Isabel. Dentro dela, raiva, dor e uma vulnerabilidade que ela não queria admitir se confrontavam.

“Sra. Isabel”, disse Anna de repente, com firmeza. “Eu não sei o que ela fez, mas se ela está realmente arrependida, mostre com ações, não apenas com palavras.”

Os olhos de Isabel brilharam com uma tênue esperança.

“Você tem razão. Farei o que for preciso.”

Isabel segurou as mãos de Sofia, chorando.

“Vivi com remorso por treze anos. Seu pai… adoeceu depois que você foi embora. Ele nunca parou de se atormentar, mas o orgulho não o deixava admitir. E agora ele se foi.”

Sofia congelou.

“Papai… morreu? Por que você não me contou? Por que agora?”

“Não me atrevi. Tinha medo de que você não me perdoasse. Quando ele foi embora, entendi que não podia perder você também. Você é tudo o que me resta.”

“Tudo o que você me resta?” Sofia se afastou. “Você acha que palavras bastam? Ele me expulsou e você me virou as costas. Sobrevivi sozinha e criei minha filha sozinha. E agora você quer perdão porque se sente sozinha?”

Isabel caiu em prantos. Anna observava, com os olhos arregalados de confusão.

“Mãe… talvez ela realmente queira consertar as coisas”, sussurrou.

“ Nesse instante, Margaret entrou. Ela viu a cena e se aproximou, inicialmente em silêncio.

“Sofia”, disse ela calmamente, “deixe sua mãe terminar.”

“Mas, Ba… como posso perdoá-la? Elas me arrastaram pelo inferno. Agora querem que eu esqueça?”

“Perdão não é esquecer”, respondeu Margaret. “É se libertar das correntes do ódio. Às vezes, o perdão é o maior presente que você pode se dar.”

Isabel se ajoelhou ainda mais, tremendo.

“Não estou pedindo perdão agora. Apenas uma chance de me redimir. Não posso mudar o passado, mas posso estar no presente… e no futuro.”

Sofia baixou a cabeça; a angústia interior se intensificou.

“Preciso de tempo”, sussurrou ela.

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