“Alguém vai se responsabilizar?” Depois da cesárea, sussurrei para alguém segurar meu bebê, mas ninguém apareceu. Na manhã seguinte, minha mãe me mandou uma mensagem: “As melhores férias de todos os tempos!”… Seis semanas depois, 88 ligações perdidas e uma mensagem de texto oferecendo US$ 5.000, tudo estava resolvido.

“Alguém vai se responsabilizar?” Depois da cesárea, sussurrei para alguém segurar meu bebê, mas ninguém apareceu. Na manhã seguinte, minha mãe me mandou uma mensagem: “As melhores férias de todos os tempos!”… Seis semanas depois, 88 ligações perdidas e uma mensagem de texto oferecendo US$ 5.000, tudo estava resolvido.

Após a cirurgia, sussurrei entre lágrimas: “Alguém pode segurar o bebê e controlar o fluxo?” Horas se passaram. Ninguém apareceu. Na manhã seguinte, ainda sangrando e me preparando para o parto, a postagem da minha mãe no Facebook exigia: “As melhores férias em família de todos os tempos!” Seis dias depois, disponível e com os pontos, meu telefone foi inundado com oitenta ligações perdidas e uma mensagem de outro usuário: “PRECISAMOS DE US$ 5.000 AGORA.” Dei um beijo na testa pequenina do meu filho e saí.

A Cirurgia que Eu Não Planejei

Eu nunca planejei uma cesárea. Sabia que faria força como todas as minhas amigas. Depois de dezessete contrações tranquilas, o médico veio com a que fez meu peito desabar e disse que precisávamos agir. Eu não contestei. O acesso ao aparelho estava disponível. A sala de cirurgia estava clara e quente. Meus braços estavam presos, a pressão no meu peito era intensa, e então um choro. O primeiro som do meu filho. Eles o aproximaram do meu rosto por um instante, depois o afastaram rapidamente enquanto me trancavam.

Acordando com os efeitos colaterais do sono
Durante a recuperação, tudo em mim estava rígido: braços, pernas, cabeça. A enfermeira o colocou no meu peito e disse algo alegre, impossível de processar. “Alguém pode ficar um instante? Preciso dormir”, sussurrei. Ela olhou ao redor. “Vou ver se sua família está aqui.” Já estava claro que não estavam.

Aquele que ficou
Brandon, meu ex, estava lá. Tínhamos terminado três meses antes por causa do estresse e da distância. De alguma forma, ele era o único na sala comigo. Ele segurava o bebê enquanto eu andava de um lado para o outro, trocando fraldas, observando os monitores como se fossem uma tábua de salvação. Eu não tinha energia para dizer muita coisa, mas não parava de pensar: nunca imaginei que seria ele.

Postagem de férias às 22h03

De manhã, depois de uma longa noite com soro na veia e tentando me sentar, olhei meu celular. Não havia mensagens da minha mãe nem da minha irmã. Por hábito, abri o Facebook. E lá estava: roupas combinando, óculos de sol, bebidas na praia: “As melhores férias em família de todos os tempos”. Postado às 22h03, na mesma noite em que me abriram para trazer uma nova vida ao mundo. Eles sabiam a data. Sabiam o hospital. Implorei para que viessem. Eles foram embora. Eu não chorei. Apenas assisti até a tela ficar preta.

Ajuda silenciosa, sem perguntas
Brandon entrou com café, sentou-se, pegou o bebê no colo e me disse para dormir. Ele não mencionou nenhuma foto. Nem eu. Quando as enfermeiras me perguntaram sobre a minha alta e se eu tinha ajuda em casa, eu disse que sim. Eu não contei a verdade: minha mãe não tinha ligado; nem minha irmã.

Seis Semanas e Oitenta e Oito Chamadas Perdidas
Seis semanas se passaram voando. Eu ainda estava fraca, sangrando, dormindo como uma pedra, trabalhando meio período do sofá porque os clientes não se importavam que eu estivesse com pontos e um bebê recém-nascido. Deixei meu telefone na mesa por uma hora. Quando atendi: 88 chamadas perdidas. A maioria era da minha mãe, algumas da minha irmã, alguns números desconhecidos. Além disso, uma mensagem da minha irmã: “Precisamos de 5.000 dólares agora. Por favor.”