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Uma Batida na Porta
Uma semana depois, minha mãe apareceu sem avisar com um bicho de pelúcia barato que poderia tapar um buraco no barco. Brandon atendeu a porta. Ela tentou passar por ele. Ele não se mexeu. Ele me chamou pela fresta: “Emily, pare de ser tão dramática. Nós só precisávamos de ajuda. Sempre estivemos aqui para você.” Brandon me olhou com curiosidade. Eu não disse nada. Ele foi embora. Naquela noite, enquanto eu embalava nosso filho, Brandon disse: “Sabe, a vida poderia ser nossa. Os barulhos dela acabaram.” Pela primeira vez em meses, eu acreditei nele.
Uma Conta pelo Que Existe
Três dias depois, chegou uma carta registrada. Abri a carta sobre a pia enquanto o bebê chorava e Brandon andava de um lado para o outro na sala. Dentro: duas páginas digitadas. No topo: “O que fizemos por vocês todos esses anos.” O aluguel de quando eu morava com meus pais depois da faculdade. As compras do supermercado. Meu vestido de formatura de 2009. Oitenta dólares para uma viagem de acampamento da qual mal me lembrava. Total: US$ 18.620,34, cada centavo. Um bilhete escrito à mão colado no verso: “Isso não é um ataque. Família é sobre dar e receber. Nós ajudamos vocês. Agora precisamos de ajuda. É hora de retribuir.” A postagem que dizia tudo sem nomes.
Entreguei a carta para Brandon. Ele a dobrou. “Então agora eles cobram por você existir?” Meu estômago embrulhou. Não por causa do dinheiro, mas por causa do que aquilo significava. Pela primeira vez em meses, abri o Facebook e postei uma foto: eu de pijama sujo, nosso bebê no meu peito, Brandon ao fundo com uma mamadeira. A legenda: “Sem visitas, sem ajuda, sem apoio. Só nós. E finalmente, tudo está bem.” Não marquei ninguém. As pessoas entenderam. Os comentários choveram: “Estou orgulhosa de você.” “Isso é força.” “Que bom que você está cercada de amor.”
Ela vai me contar uma história diferente.
Minha prima Sarah escreveu: “Sua mãe está surtando; ela está dizendo para as pessoas que você é instável, que o Brandon te controla, que você não quer um bebê por vingança.” Algo dentro de mim se quebrou. Mandei uma mensagem de voz para Sarah, calma e clara. Disse a ela que eles não estavam lá quando eu precisei. Estavam bebendo com camisetas iguais enquanto eu estava na sala de cirurgia. Só se lembraram de mim quando precisaram de milhares. Eu não era uma filha para eles. Eu era uma conta. Sarah respondeu: “Eu acredito em você. Eu vi. Você não está louca. Você não está mais fingindo.”
Um Pedido de Casamento Silencioso
Naquela noite, algo inesperado aconteceu. Brandon não tinha anel e não tinha discurso. Eram 21h30. Às 11h da manhã, o bebê finalmente nasceu. Meu chá tinha esfriado pela terceira vez. Eu vestia uma camiseta velha com uma mancha de saliva na gola. Ele olhou para mim e disse: “Vamos fazer isso. Vamos criá-lo juntos, de verdade. Não por culpa. Porque é o que já fazemos. E porque eu não quero ir embora.” Eu não chorei. Eu disse sim.
