Após cinco anos cuidando da minha esposa paralítica, um dia esqueci minha carteira em casa. Assim que abri a porta… o que vi me fez cair de joelhos.

Então, numa tarde de inverno, o destino interveio.

Sofia sofreu um acidente de carro ao sair do mercado depois de comprar artigos para o Dia dos Mortos.

Uma lesão na medula espinhal a deixou paraplégica.

Esteban estava dando aula quando recebeu o telefonema do hospital.

Sem hesitar, correu para o encontro dela e, ao vê-la, seu coração se partiu: sua esposa, alegre e divertida, jazia imóvel, com os olhos cheios de lágrimas, incapaz de falar.

A partir daquele dia, Esteban tirou uma longa licença do trabalho.

Assumiu a responsabilidade de cuidar de Sofia, fazendo tudo: alimentando-a, dando banho e providenciando fisioterapia em casa.

A pequena casa deles se transformou em um quarto de hospital improvisado, repleto de medicamentos, bandagens e outros suprimentos.

Alguns sugeriram colocá-la em uma casa de repouso especializada, mas ele recusou.

“Ela é minha esposa. Eu vou cuidar dela. Ninguém mais.”

Todas as manhãs, ele se levantava antes do amanhecer, preparava para ela uma bebida tradicional colombiana chamada atole, alimentava-a e depois saía para fazer reparos elétricos em casas de outras pessoas.

À noite, ele se sentava ao lado da cama dela, lia para ela e massageava seus membros, na esperança de reativar seus nervos. Quando um dedo se moveu levemente pela primeira vez, Esteban chorou como uma criança.

Sófia quase não falava. Ela vivia em silêncio, às vezes assentindo com a cabeça ou chorando baixinho.

Esteban interpretava esse silêncio como desespero… mas também como gratidão. Ele nunca duvidou dela. Ele só sentia compaixão.

No início, parentes de ambos os lados vinham visitá-la e ofereciam ajuda.

Mas, com o tempo, a vida se tornou mais distante. As visitas se tornaram menos frequentes. Esteban não guardava rancor de ninguém.

Ele sabia que cuidar de uma pessoa paralítica era uma jornada longa e solitária, e que nem todos tinham forças para enfrentá-la.

A vida tornou-se rotineira, lenta e dolorosa, até que aquele dia chegou.

Esteban estava a caminho de uma oficina mecânica quando, de repente, lembrou-se de que havia deixado a carteira em casa.

Dentro dela havia documentos importantes, dinheiro e um recibo que precisava entregar. Ele se virou, pensando que ia apenas dar uma olhada rápida.

Mas quando abriu a porta… congelou.

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