Durante meu ultrassom, meu marido entrou com outra mulher grávida e gritou: “Minha esposa vai dar à luz!” Olhei para ele, sorri friamente, acariciei minha barriga… e saí sem olhar para trás. Ninguém imaginava o que aconteceria a seguir.

Durante meu ultrassom, meu marido entrou com outra mulher grávida e gritou: “Minha esposa vai dar à luz!” Olhei para ele, sorri friamente, acariciei minha barriga… e saí sem olhar para trás. Ninguém imaginava o que aconteceria a seguir.

Existem dias que dividem a vida em dois: o antes e o depois.

E para mim, foi naquela quinta-feira quente no Hospital Geral de Guadalajara, quando finalmente vi o verdadeiro rosto do homem com quem compartilhei cinco anos da minha vida.

Eu estava grávida de sete meses. Minha barriga já estava aparecendo, mas devido à minha saúde frágil, o médico havia pedido que eu fizesse exames semanais.

Naquele dia, fui sozinha. Eduardo, meu marido, disse que tinha uma reunião importante na construtora onde trabalhava.

Eu já estava acostumada. Desde que engravidei, seu afeto havia se tornado rotina: nada de mensagens, nada de abraços, nenhum interesse.

Havia noites em que ele não voltava para casa, e quando voltava, cheirava a um perfume que não era o meu.

Eu sabia. Eu sabia que havia outra mulher.

Mas fiquei em silêncio.

Pensei que, depois que o bebê nascesse, ele mudaria. Como eu era ingênua.

Após o exame, sentei-me no corredor, descansando um pouco.

Acariciei minha barriga e sussurrei:

“Relaxe, meu amor. Não vai demorar muito. Você e a mamãe ficarão bem.”

Mas, de repente, um barulho alto quebrou a calma do hospital.

A voz de um homem gritava desesperadamente da entrada da emergência:

“Doutor! Por favor, ajude! Minha esposa está em trabalho de parto!”

Virei a cabeça… e meu coração parou.

Aquele homem… era Eduardo.

Meu marido.

Pode ser a imagem de uma ou mais pessoas.

Ele carregava uma jovem grávida nos braços, chorando e gemendo de dor.

Eu a reconheci imediatamente.

Era Daniela, a mulher que eu tinha visto nas fotos do celular dele, aquelas que ele havia apagado pensando que eu nunca notaria.

As enfermeiras correram em direção a eles. Eduardo colocou a mulher em uma maca e seguiu a equipe médica… sem olhar para trás.

Nem uma vez.

Nem uma vez.

O corredor inteiro se tornou um eco vazio.

Só o som da minha respiração ofegante permaneceu, junto com o peso insuportável de uma verdade que eu não podia mais negar.

Não sei quanto tempo fiquei ali parada, olhando para o nada.

Quando as lágrimas finalmente caíram, não eram lágrimas de tristeza, mas de libertação.

Um sorriso congelado e amargo, mas necessário.

Peguei meu celular, olhei todas as mensagens que eu havia enviado a ele sem resposta por semanas e as apaguei uma a uma.

Então paguei pela consulta na recepção e saí do hospital sem olhar para trás.

Peguei um táxi para a casa da minha mãe em Zapopan.

Quando ela abriu a porta, ficou surpresa ao me ver tão pálida.

“Mãe…” sussurrei. “Estou me divorciando.”