Eu tinha 73 anos quando me mudei para a casa do meu filho. Toda vez que ele tomava banho às três da manhã, quando eu espiava pela porta, quase caía para trás ao perceber a verdade.

Mas não era um fluxo constante; vinha em rajadas, misturadas com soluços baixos. Aproximei-me e espiei pela pequena fresta da porta do banheiro.

Meu sangue gelou.

Olivia tremia, tentando lavar os hematomas dos braços e ombros. Daniel estava ao lado dela, inexpressivo, com uma toalha molhada na mão.

“Você acha que eu não ouvi você falando antes?”, disse ele.

“Não… era só a mamãe. Perguntei se ela queria comer alguma coisa.”

“Mentiroso!” Estalo!

O som ecoou entre os azulejos. Olivia caiu no chão, encharcada e chorando.

Cubri a boca para abafar o grito. Meu filho, a criança que um dia eu embalei e protegi, havia se tornado o homem que infligia a mesma crueldade que o pai.

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3. A Manhã dos Sorrisos Falsos
No café da manhã, perguntei a ela gentilmente: “Olivia, o que aconteceu com a sua mão?”

Ela hesitou. “Ah… bati na porta, mãe. Não é nada.”

Daniel entrou, a abraçou e forçou um sorriso. “Viu, mãe? Minha esposa é um pouco desastrada.”

Olivia sorriu levemente, mas seus olhos a traíram, cheios de um medo silencioso. Reconheci aquele olhar. Era o mesmo que eu costumava ter.

4. A Decisão de uma Mãe
Naquela noite, não consegui dormir. As lembranças dos socos, do medo e do silêncio me assombravam. Eu não podia deixar Olivia sofrer o que eu havia sofrido.

Na manhã seguinte, liguei para os dois.

“Daniel”, eu disse calmamente, “vou me mudar para um lar de idosos. Tenho amigos lá, e é melhor para todos.”

Ele franziu a testa. “Tem certeza, mãe?”

“Sim, filho. Chegou a hora.”

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