Incêndio mortal na Suíça: Sobreviventes da tragédia de Crans-Montana compartilham suas histórias

“São imagens difíceis de apagar da minha cabeça.”

“Vimos as primeiras vítimas de queimaduras atravessando a rua. Algumas estavam sem roupa porque estavam queimadas ou tinham buracos nas roupas.” Elas pediam socorro, gritavam por ajuda, porque estavam em péssimas condições. “São imagens difíceis de apagar da minha cabeça”, acrescenta. E conclui: “Ainda não consigo acreditar no que passei. Sinto como se fosse um pesadelo e que vou acordar e encontrar todos os meus entes queridos.”

Por sua vez, Axel, de 17 anos, ficou preso no porão. Ele se lembra de tentar se proteger das chamas escondendo-se atrás de uma mesa. “Era impossível respirar. Não conseguíamos ver nada, nossos olhos estavam cheios de fumaça. Era um caos. Eu realmente me perguntei se ia morrer assim. Não havia saída. Todos estavam tentando sair, ninguém conseguia voltar. Foi realmente o instinto de sobrevivência”, ele recorda. Seu instinto de sobrevivência o levou a quebrar uma janela e escapar, seguido de perto por outros sobreviventes.