Hoje, eles foram substituídos por luzes de LED potentes, leves, silenciosas e alimentadas por bateria. Mais práticas e confiáveis, certamente. Mas também com muito menos valor sentimental.
As novas gerações não vivenciaram esse estilo singular nem o orgulho de criar a própria luminária. Mesmo assim, esse objeto ainda evoca nostalgia em quem o utilizou.
O que esse objeto realmente revela?
Essa peça de metal esquecida, uma relíquia do cotidiano, é muito mais do que apenas um pedaço de metal. Ela testemunha uma época em que a tecnologia era tangível, compreensível e quase instrutiva. Uma época em que as pessoas consertavam e criavam, em que cada objeto possuía uma alma e uma história.
Segurando-a em minhas mãos, percebi que meu filho acabara de descobrir muito mais do que um simples acessório para bicicleta: ele havia descoberto um fragmento da memória coletiva.
E você, lembra-se do exato momento em que sua bicicleta acendeu pela primeira vez, simplesmente porque você estava pedalando?
