Um dia, precisei fazer um balanço das minhas escolhas.
As críticas vieram aos montes: minhas roupas, minha comida, minha “falta de ambição”.
Falta de ambição? Você financia toda a sua estrutura empresarial… de graça.
Até que, numa tarde, eu disse, sem emoção, como se estivesse pedindo algo de um cardápio:
— “Quero o divórcio. Quero a casa, os treinadores, a empresa, tudo. Você vai com o Tomás.”
Como se nosso filho fosse um figurante.
A humilhação pública e a conspiração contra mim.
No dia seguinte, apareceu a mãe dele, Lorena Medina, com sua fingida compaixão e seu bordão:
“Homens têm necessidades, querida.”
Uma semana depois, Víctor tinha uma estratégia, um advogado caríssimo e um frenesi de guerra.
Acabei no quarto de hóspedes.
Nas últimas semanas, Brenda tinha chegado, a nova esposa: jovem, perfeita, entrando na minha casa como se fosse uma iguaria. Se eu vestisse as calças, usasse a louça, sentasse no sofá…
E Víctor desfilava pela casa como um troféu.
Então, ele optou por medidas concretas:
Cancelei meu cartão.
Fechei o bar.
Sugeri que você ficasse “até as coisas se acalmarem”.
Lorena arrumou vários pertences em malas pequenas.
Durante todo esse tempo, minha “melhor amiga”, Diana, me consolou… e depois passou informações para Víctor.
Contei a ele e, algumas horas depois, eu sabia de tudo.
E não era pior do que Brenda, Lorena ou Diana…
