que o mundo ainda existia além daquele pesadelo. Mas agora voltava apressadamente, dominada pelo pânico de que sua ausência fosse descoberta. Não podia correr riscos. Até aquele momento, nunca ouvira vozes claras, nunca vira rostos, apenas sombras que a mantinham aprisionada, como se sua vida tivesse se reduzido ao silêncio e ao medo. Ainda não sabia quem eram seus captores, mas naquela noite tudo mudaria.
Deitou-se no colchão gasto, fingindo dormir. O quarto escuro parecia um túmulo sem ar. Isabel fechou os olhos com força, mas seus ouvidos captaram um som inesperado. Risos, vozes, uma conversa abafada vinda do quarto.
