“Você vai ser alguém”, dissera, orgulhosa. Mas a que custo…
O momento em que tudo desmorona
No dia da formatura, tudo parecia perfeito. A beca, os aplausos, os planos promissores para o futuro. Emma estava lá, discreta, sentada no fundo, cansada, mas sorrindo.
Então veio o jantar. O álcool, a euforia, a necessidade de provar algo a si mesma. E aquela frase, proferida em voz alta demais, com crueldade demais:
“Eu consegui. Você escolheu o caminho mais fácil e não virou ninguém.”
Silêncio.
Emma não disse nada. Ela se levantou, murmurou que estava orgulhosa… e saiu.
Três meses de silêncio… e então o choque.
As ligações não foram atendidas. Três meses se passaram, sem desculpas ou confrontos. Até o dia em que um compromisso de trabalho trouxe o jovem recém-formado de volta à sua cidade natal. Por um capricho, ele decidiu visitar a irmã.
O endereço havia mudado. O prédio estava dilapidado. A porta, entreaberta.
Lá dentro: um quarto quase vazio. Um colchão no chão. Contas médicas. Um aparelho respiratório.
E na cama… Emma.
Emagrada. Debilitada. Irreconhecível.
A verdade arrepiante.
