Me ligue quando ela morrer.
Dois dias depois, minha sogra faleceu.
Uma herança insignificante… aparentemente.
No dia da leitura do testamento, Léa chegou vestida de preto, calma e segura de si. Ela herdou tudo: o apartamento, as economias, as joias, os móveis. Então o advogado se virou para mim.
Ele me entregou apenas uma coisa:
um velho vaso de planta.
Sem dinheiro. Sem objetos de valor. Apenas aquela planta que sempre estivera ali, silenciosa, num canto da sala. Surpreendentemente, não senti raiva nem um sentimento de injustiça. Eu cuidara dela por anos, regando, podando, às vezes conversando com ela quando a solidão ficava insuportável. Era praticamente parte da minha vida.
Léa, porém, não resistiu a zombar de mim.
“Ela te usou. Cuidar dela de graça por anos, e é isso que você ganha. Espero que isso te sirva de lição.”
Saí sem responder.
A Ligação Que Mudou Tudo
Na manhã seguinte, meu telefone não parava de vibrar. Era Léa. Em lágrimas. Em pânico.
“Você precisa vir. Agora mesmo.”
Quando cheguei à casa dela, ela explicou que de repente se lembrou de algo que nossa sogra havia dito: “Meus bens mais preciosos estão escondidos”. Léa havia revirado o apartamento de cabeça para baixo, sem encontrar nada.
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