“Com um mendigo da mesquita”, acrescentou o pai.
“Você é cega. Ele é pobre. Vocês formam um bom casal.”
Ela sentiu como se o sangue lhe tivesse escorrido do rosto.
Queria gritar, mas não conseguia pronunciar uma única palavra.
Não tinha escolha.
O pai nunca lhe dava escolhas.
No dia seguinte, casou-se numa cerimónia rápida e simples.
Claro que nunca viu o rosto do homem — e ninguém se atreveu a descrevê-lo.
O pai empurrou-a na direção dele e disse-lhe para pegar no seu braço.
Ela obedeceu, como um fantasma preso no próprio corpo.
As pessoas riram baixinho, murmurando:
“A cega e o mendigo.”
Depois do casamento, o pai entregou-lhe um pequeno saco com algumas roupas e empurrou-a de volta para o homem.
“Agora o problema é seu”, disse ele, e foi-se embora sem olhar para trás.
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