Esse silêncio é o mais traiçoeiro. Muitas vezes, ele se instala após conflitos não resolvidos. Evitamos conversar para não reacender as tensões, mas, no fundo, o medo toma conta. Permanecemos em silêncio, absorvemos os golpes… até o dia em que desabamos. Na linguagem dos psicólogos, isso se chama evitação emocional: uma forma inconsciente de fugir dos próprios sentimentos. No entanto, estabelecer limites emocionais é um sinal de maturidade. Dizer “Não estou pronto para conversar agora, mas conversarei mais tarde” pode aliviar muita tensão. O importante é não deixar que o silêncio se torne a norma.
Silêncio digital: quando responder se torna um esforço
Receber uma mensagem do seu parceiro e não ter energia para responder… acontece. Mas se isso se torna um hábito, não é mais uma questão de agendamento; é um sinal de alerta.
No amor, você não precisa conversar o dia todo, mas querer manter a conexão é essencial. Se uma mensagem simples como “Estou ocupado, respondo mais tarde” se torna rara, pode significar que o relacionamento está perdendo sua prioridade. E o silêncio no aplicativo de mensagens pode ser tão ensurdecedor quanto a distância pessoalmente.
Aprendendo a decodificar os silêncios
Nem todos os silêncios devem ser evitados. Em um relacionamento, o silêncio pode ser belo, doce e íntimo. Mas quando se torna incompreensível, opressivo ou fonte de ansiedade, é hora de conversar. Porque, como num bom filme francês, às vezes basta uma palavra para mudar tudo.
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