Os médicos temiam que ela nunca mais andasse, mas então um filhote pulou em seu berço e tudo mudou.

“Eu vi…”, ele sussurrou.

Max se mexeu levemente, o nariz roçando na mão de Noah. Outro tique. Desta vez, um leve curvado. Dedos que nunca haviam se movido antes… se fecharam.

Sarah levou as mãos à boca. Lágrimas escorriam pelo seu rosto.

Michael olhou fixamente, com os olhos arregalados. “Isso… isso não pode ser…”

Mas podia ser. E era.

A partir daquele momento, algo novo começou.

Inexplicável, mas real.

No dia seguinte, os dedos de Noah tremeram novamente. No dia seguinte a esse, um dedo do pé. Depois, um joelho.

Eles registraram tudo, com medo de que suas memórias estivessem pregando peças nele.

Os médicos observaram incrédulos. “Isso não deveria estar acontecendo”, admitiu o neurologista. “Mas está.”

Deram um nome para isso: “atividade neural inexplicável”. Para os Parkers, nomes não importavam.

O filho deles estava se movendo.

E cada vez que Max se deitava ao lado dele, aqueles movimentos ficavam mais fortes.

O riso retorna.

Um mês depois, Noah se virou na direção do latido de Max.

Dois meses depois, seus olhos seguiam o filhote pela sala.

Ao quinto mês, Noah riu quando Max lambeu sua bochecha.

Um pequeno andador apareceu na sala de estar. Noah estava apoiado em almofadas enquanto Max o impulsionava com os pés. Centímetro por centímetro, eles atravessaram o chão.

Pela primeira vez em muito tempo, os vizinhos ouviram risadas vindas da casa dos Parker.

Uma noite, Sarah sentou-se no chão observando Noah estender a mão e gentilmente colocá-la na cabeça de Max.

Totalmente. Intencional. Real.

“Eu não entendo”, ela sussurrou.

Michael passou o braço em volta dela. “Talvez não seja necessário entender tudo.”