Os médicos temiam que ela nunca mais andasse, mas então um filhote pulou em seu berço e tudo mudou.

Os médicos temiam que ela nunca mais andasse, mas então um filhote pulou em seu berço e tudo mudou.

O Silêncio Que Não Era Paz

Não era o silêncio tranquilo que as manhãs de domingo costumam trazer.

Este era mais denso, o tipo de silêncio que penetra na pele e aperta o peito.

Cada corredor, cada respiração, cada canto da casa o transmitia. Não era paz. Não era descanso. Apenas tristeza.

Lá fora, nuvens de tempestade pairavam baixas, roxas e machucadas no céu. O vento sacudia as janelas, sussurrando ameaças vazias que nunca quis silenciar. Em algum lugar, um cachorro latiu, mas dentro da casa dos Parker, o tempo havia parado.

A Imobilidade de um Berço

Sarah Parker estava sentada na porta do quarto do bebê, com as mãos apertando uma xícara de chá lascada e fria.

Seus olhos permaneciam fixos no berço. Seu peito subia e descia em um ritmo suave, mas nada mais se movia.

Dentro do berço estava seu filho, Noah.

Ele chegara a este mundo cedo demais, silencioso desde o primeiro segundo. Sem choro. Sem chutes. Sem sorrisos. Os médicos diagnosticaram uma grave lesão cerebral, algo que ocorrera antes do nascimento. Algo que ninguém poderia ter evitado.

As palavras mudaram com o tempo: primeiro, “talvez ele nunca se mexa”, depois, mais duras: “sem respostas”, “cuidados de longo prazo”.

Sarah não chorava mais. Ela já havia derramado todas as suas lágrimas meses atrás.

Uma casa sem respostas

“Você dormiu?” A voz de Michael ecoou pelo corredor.

Sarah não respondeu. Não havia necessidade.

Momentos depois, ela apareceu, com os cabelos despenteados e o rosto pálido após inúmeras noites sem dormir. O cansaço a envolvia como uma segunda pele.

“Você deveria tentar descansar”, disse ele gentilmente.

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