Os médicos temiam que ela nunca mais andasse, mas então um filhote pulou em seu berço e tudo mudou.

Ela balançou a cabeça negativamente. “E perder o momento em que tudo muda?”

Ele não discutiu. Não mais.

Eles tinham tentado de tudo: especialistas, terapias, até curandeiros. Tudo terminava da mesma forma: com compaixão e as mesmas duas palavras: “Sinto muito”.

Então eles esperaram. Agarrando-se à esperança.

O Pequeno Intruso

Naquela noite, um som fraco ecoou pelo corredor. Não eram passos, mas passos mais suaves e leves.

Sarah se virou.

No final do corredor estava Max.

Com apenas oito semanas de vida, o filhote de golden retriever parecia pequeno demais para suas patas enormes e orelhas caídas. Um presente da irmã de Sarah, para lhe trazer um pouco de alegria.

Max sempre fora estranhamente quieto. Não latia. Não mastigava. Apenas observava, como se entendesse.

Agora, ele estava parado na porta do quarto do bebê, seu pelo dourado brilhando à luz do abajur, os olhos fixos no berço.

“Max, não”, Sarah sussurrou.

Mas Max não parou.

Ele entrou no berço e, com um pulo suave, quase como um sonho, pousou lá dentro.

Sarah congelou, com o coração acelerado, mas Max simplesmente se aconchegou ao redor do corpo imóvel de Noah, encostando a cabeça perto da mãozinha que não se mexera.

“Devemos impedi-lo?”, Sarah sussurrou.

Michael balançou a cabeça. “Deixe-o ficar.”

O primeiro piscar de olhos.

O silêncio retornou.

E então, um espasmo.

Tão pequeno que Sarah quase não viu. Um movimento rápido nos dedos de Noah.

“Michael…”, ela suspirou.

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